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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% da população mundial tem algum grau de deficiência auditiva ou sofre com zumbido. No Brasil, são cerca de 28 milhões de pessoas. Por esse motivo, a Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação ao Zumbido (Apidiz) criou, em 2009, a Campanha Nacional de Conscientização sobre o Zumbido, mais conhecida como Novembro Laranja. Realizada no dia 11 de novembro, a ação tem o objetivo de conscientizar e informar a população sobre esse preocupante sintoma.

Conhecido também como tinnitus ou acúfenos, o zumbido é uma percepção de um som nos ouvidos ou na cabeça, sem que tenha sido gerada por uma fonte sonora externa, não chega a ser considerado uma doença, mas sim um sinal de alerta para a deficiência auditiva, situação que pode ser ocasionada por diferentes causas e afetar o bem estar de pessoas das mais distintas faixas etárias. Pode ainda estar associado a tontura ou intolerância a sons.

Na avaliação da fonoaudióloga Glória Canto, as causas do zumbido podem estar relacionada as mais diversas naturezas. “O zumbido pode surgir de problemas vasculares, alterações cardíacas e hormonais, problemas metabólicos, alterações musculares na região de cabeça e pescoço, além das deformações odontológicas. Problemas na mandíbula, lesões sensoriais, problemas metabólicos e até dietas inadequadas também podem culminar no desconforto”, explica a especialista em audiologia.

Ainda segundo Glória, as origens mais comuns são provenientes de lesões sensoriais nas vias auditivas. “O tinnitus também pode ser consequência do acúmulo de cera, de resfriados ou envelhecimento, exposição a sons fortes ou intensos, afinal, ocorre, com mais frequência nas idades adulta e idosa”, acrescenta.

Conforme estudo da American Public Health Agency, o zumbido é o terceiro sintoma que mais causa incômodo, perdendo apenas para dores e tonturas intensas. Além disso, pode ser classificado como apito, chiado e ‘barulho de cigarra’, e ainda estão categorizados em objetivos e subjetivos. O primeiro é criado a partir do fluxo de sangue, emissões espontâneas ou até contração musculares, enquanto o segundo não pode ser mensurado externamente.

O exame específico recomendado pelos especialistas nesse tipo de problema auditivo é a acufenometria, que consiste na emissão de sons com determinadas frequências até o paciente identificar um som semelhante ao zumbido que o incomoda. O exame é realizado a partir da avaliação de um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, com o audiômetro, aparelho que e emite os sons durante o procedimento.

Existem várias formas de tratamento para o zumbido, que sempre deverá ser um tratamento personalizado, ou seja, direcionado às causas identificadas na investigação. O correto é fazer um acompanhamento junto a um profissional fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista que poderá indicar a melhor forma de tratamento, tais como mudanças alimentares, medicamentos, terapias sonoras, adaptação de aparelhos auditivos.

O fonoaudiólogo é responsável por avaliar, acompanhar, tratar ou adaptar o aparelho auditivo para minimizar ao máximo os ruídos e dar mais conforto ao paciente. Já o otorrino promoverá um tratamento intensivo com medicações e também recomendará ou não a utilização de um aparelho auditivo.

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