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A Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde instituíram o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), um retrovírus específico que afeta o sistema imunológico, propiciando a ocorrência de diversas infecções oportunistas.

No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram o estado de estarem indetectáveis. Essa conquista, se deve ao fortalecimento das ações do Ministério da Saúde, em ampliar a oferta do melhor tratamento disponível para o HIV. Na etapa de prevenção, o SUS coloca a disposição da população as estratégias e tecnologias mais avançadas para a prevenção a infecção pelo vírus, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP); além de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ações específicas para populações-chaves para resposta ao HIV.

A infecção pelo HIV resulta numa ampla variação de manifestações clínicas, variando de um estado de portador assintomático até o desenvolvimento de doenças oportunistas graves.

Dentre as alterações encontradas nos indivíduos portadores do vírus HIV, destacam-se, no âmbito da Fonoaudiologia, alterações funcionais da deglutição e anormalidades estruturais da cavidade oral, faringe e esôfago, além de odinofagia, que poderão acarretar em distúrbios na deglutição, desde o preparo do bolo alimentar até seu trajeto para o esôfago. Neste contexto, o fonoaudiólogo tem o papel de atuar na reabilitação desses pacientes em ambiente hospitalar e seguimento ambulatorial, com o objetivo de favorecer uma alimentação segura, impedindo comprometimentos pulmonares e garantindo a nutrição e a hidratação, assim como minimizar todas estas alterações que podem estar presentes, retardar sua progressão e gerar uma melhor qualidade de vida para o paciente/cliente.

No que se refere a audição, estudos demonstram que com o avanço da doença, ocorre um comprometimento progressivo do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o sistema nervoso auditivo central (SNAC), pela ação direta do vírus sobre as estruturas do SNC ou decorrente de infecções oportunistas A incidência de alteração auditiva em pacientes com HIV/AIDS varia aproximadamente de 20 a 40%. Sendo imprescindível o acompanhamento da audição.

Quanto ao Sistema Estomatognático a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida altera grande parte de suas estruturas (língua, cavidade bucal) acarretando dificuldades nas funções (mastigação, deglutição e fala) além de prejuízo na respiração devido as doenças pulmonares advindas. Assim, o papel do Fonoaudiólogo.

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